Marina Silva promete quebrar “espinha dorsal” do Mecanismo

Pré-candidata à presidência pela Rede assegura que se eleita ira emperrar as engrenagens da corrupção, que segundo Zé Padilha, elegeram todos os presidentes, de Collor a Temer

Publicado em 26/07/2018 08:33:31

Marina Silva promete quebrar “espinha dorsal” do Mecanismo
Marina Silva (Rede Sustentabilidade) com Roselei e Zé Gustavo, visitou São Carlos e prometeu que vai acabar com o Mecanismo – MARCO ROGÉRIO

Marco Rogério 

A pré-candidata à presidência da república pela Rede Sustentabilidade, Marina Silva, visitou São Carlos nesta terça-feira (24). Ela esteve em rádios da cidade, participou de uma mesa redonda e ministrou uma palestra no Centro do Professorado Paulista (CPP). Acompanhada do são-carlense e pré-candidato a deputado federal, José Gustavo Fávaro Barbosa Silva, que é o porta-voz da REDE Sustentabilidade e também do vereador e pré-candidato a deputado estadual, Roselei Françosço, a pré-candidata também conversou com a imprensa e falou rapidamente sobre suas propostas para setores importantes do Brasil. “Se nós chegarmos à Presidência, o Brasil muda e o Mecanismo terá sua coluna vertebral separada”, afirma Marina.

O Mecanismo

Marina afirmou que assistiu à série “O Mecanismo”, do diretor José Padilha. Ela prometeu “quebrar a espinha dorsal do Mecanismo”, nome dado por Padilha aos esquemas de corrupção que envolvem empreiteiras e políticos desde 1989 e que teria eleito todos os presidentes de lá para cá. “A primeira coisa a fazer é não ser eleita pelas mãos do mecanismo, mas sim do povo brasileiro. Este é o esforço que venho fazendo desde 2010. Ele faz um brilante artigo que desde da proclamação da República o Mecanimso consegue controlar tudo. A tentativa agora é de refundar a República e de reduzir o poder dos políticos e aumentar o poder das leis. Porque na Repúblidca o poder não é dos políticos, mas sim do Código de Defefsa do Consumidor, do EStadudo da Crinaça e do Adolescente e  da Constituição, é do Código Civil, do Código Penal. Quero ser presidente da República para servir a Repúblciae não pra sabotá-la, como hoje é feito. Pessoas que se escondem do mais elevado cargo deste país para sabotar a República no que diz combate à corrupção”.  

Educação 

Questionada sobre a falta de recursos e o corte de verbas nas universidades públicas, Marina afirmou que o investimento na educação precisa de uma ampliação. "A gestão correta dos recursos precisa ser melhorada cada vez mais. A gente precisa entender que sem esse investimento, que é um investimento duradouro, a gente não consegue fazer frente às grandes transformações econômicas e sociais que o nosso país precisa. Nossos investimentos têm a ver com aquilo que é fundamental, que é a educação infantil. Ampliar investimentos em educação em momentos de crise é porque esses investimentos não têm como ser adiados. Educação, saúde e segurança pública não podem ser colocados como se fosse apenas o custeio que sempre é contingenciado. Tem que se fazer um esforço, mesmo tendo que recuperar o déficit público. Educação não é custeio, é investimento", disse a pré-candidata. 

Segurança 

"Implementação do sistema único de segurança pública. Nós precisamos entender o sistema, não colando uma coisa na outra, fazendo um puxadinho, uma coisa na outra ou transferindo para a população brasileira a responsabilidade de se defender com as próprias mãos", respondeu a pré-candidata quando questionada sobre a proposta de liberação de armas para a população defendida pelo pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL).  Ainda de acordo com ela, é necessário que haja uma estrutura policial com mais coerência e que trabalhe com inteligência. "Apostar no plano nacional de segurança pública. Investimentos do governo federal, que ficou esses anos todos de costas para o problema da segurança pública, ter pulso firme para que o crime organizado não controle de dentro dos presídios toda essa violência que acontece hoje no Brasil. Trabalhar com inteligência, com reestruturação das policias, a investigação de ciclo completo é uma necessidade para ter mais efetividade em resolução das questões que são investigadas. E, sobretudo, apostando em tecnologia, para que a abordagem dos policiais, da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia Rodoviária, da Polícia Federal sejam mais efetivas. O que garante efetividade é trabalhar com inteligência", completou. 

Alianças 

Marina também foi perguntada sobre os possíveis aliados para o segundo turno, mas não indicou quais alianças poderá formar. "Não dá para antecipar, mas com certeza as alianças continuarão sendo compatíveis com o programa. Porque no segundo turno, você já tem um programa que foi legitimado pela sociedade e ele tem força de se colocar por si mesmo. Os apoios terão que ser coerentes com esse programa. Além da coerência programática é preciso que a gente tenha coerência na biografia das pessoas. Aqueles que historicamente que estão envolvidos com atitudes desabonadoras para a gestão pública não devem fazer parte das alianças de quem está se propondo a corrigir os erros que hoje estamos enfrentando", disse.  Além disso, a pré-candidata pela Rede criticou as alianças políticas feitas pelo PSDB, do pré-candidato à presidência Geraldo Alckmin, com o chamado centrão (bloco de apoio formado pelos partidos DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade)."Toda eleição se faz uma manobra para tirar a população da jogada. Ela ser apenas um detalhe. A decisão depende sempre das políticas de alianças, são eles que resolvem. O tempo de televisão não é do centrão, não é de ninguém, é uma concessão pública para que o cidadão possa ter conhecimento das propostas. E ele, que é uma concessão pública, vira motivo de negociata, de venda de tempo de televisão ou de negociatas já prevendo no futuro qual é o pedaço do estado que vai ser apropriado por partidos ou por apaniguados", finalizou. 

Notícias falsas   

Marina Silva também pediu para a população brasileira ficar atenta com as notícias falsas, as chamadas fake news. "Fizeram uma eleição fraudulenta, 2014 foi uma fraude eleitoral. Além da violência política, do abuso do poder econômico, dinheiro roubado de caixa dois da Petrobrás, dos fundos de pensões, de Belo Monte, do Banco do Brasil, do BNDS e da venda de medidas provisórias. Os dois candidatos que foram para o segundo turno estavam envolvidos em todos esses crimes eleitorais. Agora, eu espero que, com tudo que aprendemos em 2014, a população esteja vacinada para as mentiras, para as fake news. Eu estou preparada para enfrentar as fakes news com uma única coisa, a verdade", afirmou. 

Bolsonaro e Ciro Gomes como opções    

Em relação a uma declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em que afirmou que a escolha entre Bolsonaro e Ciro Gomes (PDT) para o segundo turno seria a escolha entre o desastre e uma tragédia, Marina comentou: "Eu não quero trabalhar com rótulos, quero trabalhar debatendo as propostas. Na democracia, as visões políticas tem o direito de se colocar e antes de rotular vamos verificar onde essas posições podem chegar do ponto de vista concreto". 

 

 

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