Aumento de mais de 18% na tarifa da água revolta moradores de Santa Rita do Passa Quatro

Sistema de captação e distribuição de água foi privatizado pelo atual prefeito no mandato anterior

Publicado em 27/01/2019 15:28:39

 Aumento de mais de 18% na tarifa da água revolta moradores de Santa Rita do Passa Quatro
O prefeito de Santa Rita, Leandro Pilha e sua vice, Maria Rita Mondim: presente de grego para povo santarritense - DIVULGAÇÃO

A empresa que explora a captação, tratamento e fornecimento de água em Santa Rita do Passa Quatro, a Companhia Água de Santa Rita (Comasa) reajustou em 18% a tarifa dos serviços e deixou a população revoltada.  Em alguns casos, a conta de água chegou a dobrar em menos de dois meses.

Inconformados com cobrança, consumidores procuraram a Comasa. Segundo eles, a empresa alegou aumento de consumo ou vazamentos. Os moradores, entretanto, negam estes motivos.

O sistema de água e esgoto de Santa Rita era do município. Porém, no seu primeito mandato o atual prefeito, Leandro Pilha (PSDB), que foi reeleito, privatizou o saneamento básico, sendo que agora os serviços de água e esgoto são prestados pela concessionária Comasa. 

A Comasa informou que, desde1º de janeiro de 2019, está vigente as novas tarifas de 13,76%, decorrentes de recomposição prevista em contrato devido aos reajustes extraordinários de energia elétrica, e 4,53% referente à variação anual acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O reajuste foi autorizado pela Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Ares-PCJ) por meio da resolução nº 261/2018.

A advogada Rosana Andrade disse que até dezembro do ano passado pagava em média R$ 40, mas em janeiro deste ano o valor subiu para R$ 111.

A babá Jaine Elesbão Froes mora no mesmo bairro e também teve problemas. A conta que pagava em média R$ 45 até novembro subiu para R$ 93 em dezembro e R$ 110 em janeiro deste ano.

“Tem cinco pessoas em casa, mas economizamos. O consumo de água não aumentou. Reclamei, alegam vazamento, mas em casa não tem isso. Não tem condições, é muita conta para pagar”, disse.

Já a aposentada Maria Aparecida Beltrame Correia da Silva, que mora no Jardim Boa Vista 3, disse que pagava R$ 45. Após a troca do hidrômetro em 2017, o valor subiu um pouco, mas nada fora do normal. A última conta, entretanto, chegou com o valor de R$ 150.

“Eu acho um absurdo, a gente vive de salário mínimo. Moram quatro pessoas em casa, não aumentamos o consumo e também não há vazamentos. É preciso rever isso”, disse.

Segundo a Comasa, os índices foram autorizados após parecer favorável da ARES-PCJ uma vez que a companhia de Santa Rita comprovou o cumprimento dos investimentos R$ 7 milhões e das metas contratuais previstas.

A Companhia Água de Santa Rita ressaltou que tanto a recomposição tarifária devido aos reajustes de energia elétrica, quanto o reajuste por meio da aplicação da variação do IPCA são necessários para garantir o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão e, consequentemente, a viabilização da execução das metas e prazos de investimentos pactuados com o poder concedente.

A Comasa disse ainda que não houve falta de abastecimento na região e quando ocorre alguma manutenção os moradores são avisados, até com a ajuda de carro de som.

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