Ex-policial de Porto Ferreira que atirou em mototaxista alega legítima defesa e é absolvido em júri

Crime aconteceu no ano passado em Porto Ferreira (SP). Julgamento durou quase 17 horas e decisão saiu na madrugada desta quinta-feira (12).

Publicado em 13/04/2018 13:26:07 | Por: G1 São Carlos e Araraquara

Ex-policial de Porto Ferreira que atirou em mototaxista alega legítima defesa e é absolvido em júri
Fórum onde o reu foi julgado e absolvido pelo tribunal do júri (foto: VC no G1)

 

Após quase 17 horas de julgamento, o ex-policial acusado de tentativa de homicídio em Porto Ferreira (SP) foi absolvido na madrugada desta quinta-feira (12). Os jurados entenderam que José Carlos Neto de Almeida agiu em legítima defesa.

O caso aconteceu em junho de 2017. Almeida, que na época era dono de uma lanchonete, atirou duas vezes contra o rosto do mototaxista Adriano Domiciniano, de 36 anos. O motivo do crime seria um desentendimento anterior, informou a Polícia Civil.

O advogado assistente de acusação Henrique Rafaldini Mendes de Andrade disse que a defesa ainda não decidiu se vai recorrer. "Provavelmente o Ministério Público vai recorrer por entender que o julgamento foi contrário à prova dos autos, por conta do vídeo do momento dos tiros", disse.

G1 procurou o MP, mas não conseguiu retorno da promotoria até a publicação desta reportagem.

 
 
Acusado de atirar em mototaxista é julgado em Porto Ferreira, SP

Acusado de atirar em mototaxista é julgado em Porto Ferreira, SP

Absolvição

De acordo com o advogado de defesa Mauro Otávio Nacif, o réu alegou legítima defesa a uma agressão iminente, quando acha que vai apanhar e se defende antes de uma possível ação da outra parte.

"Eu esperava com muita confiança por esse resultado. O promotor entende que não, mas havia indícios muito fortes de que a vítima estava armada porque o patrão dela tinha uma arma. O réu disse que viu o cabo da arma na cintura da vítima. O promotor afirmou que é mentira, que não tinha arma nenhuma. Mas a defesa disse que possivelmente tinha uma arma, ele estava com um casaco grande", declarou o advogado.

Após a decisão dos jurados, Almeida já está em liberdade. “Ele ficou preso quase um ano. Agora está feliz com a família. Os jurados acreditaram nele", disse.

A defesa de Almeida foi composta por Nacif e pela advogada Eleonora Rangel Nacif. Ambos atuaram no caso da Suzane Von Richthofen.

 
 
Ex-policial que atirou em mototaxista é julgado em Porto Ferreira, SP

Ex-policial que atirou em mototaxista é julgado em Porto Ferreira, SP

Entenda o caso

A tentativa de homicídio aconteceu na noite de 14 de junho de 2017, por volta das 22h40, na Rua Daniel de Oliveira Carvalho, no Centro. Uma câmera de segurança flagrou a ação (veja o vídeo acima).

Na ocasião, a vítima foi socorrida por populares até o pronto-socorro e passou por uma cirurgia. Ele ficou cego de um olho.

 
Adriano Domiciniano ficou com a visão comprometida (Foto: Arquivo pessoal)

Adriano Domiciniano ficou com a visão comprometida (Foto: Arquivo pessoal)

Uma semana depois o autor dos disparos se apresentou na Delegacia de Investigações Gerais de São Carlos (SP), após a Justiça conceder um pedido de prisão temporária, e foi recolhido ao Centro de Triagem.

Desde então o ex-policial cumpria prisão preventiva no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, em São Paulo.

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