Evento em São Carlos, SP, reúne fãs de cosplay

Universo dos personagens diverte, melhora a autoestima, e serve como válvula de escape, contam adeptos.

Publicado em 24/04/2017 09:53:34 | Por: G1 São Carlos e Araraquara

Evento em São Carlos, SP, reúne fãs de cosplay
athalia Pousa, João Fernando Carbinatto, Michele Acosta e Gabriela Moura; Gabi Sá, grávida de 5 meses, como Feiticeira Escarlate; Gabriela Grabert como Mike e Rafaela Grabert como Boo de Monstros S.A.; Ana Laura Almeida Caballero, Letícia Grandin Jorge e

 


Gabriel de Freitas Santos, de Chapeleiro Maluco, e Isadora de Carvalho Fargoni, de Alice; Marcel Perez como Wolverine; Giuly Squassoni de Bela Guerreira e Bruna como Ariel Guerreira; Agata Laiza de Oliveira como Ashe; Taila Rodrigues Salimo como Coelhinha de Noxus; e Gabriele Melo como Polaris (Foto: Kalinka Bacacicci/G1)

Gabriel de Freitas Santos, de Chapeleiro Maluco, e Isadora de Carvalho Fargoni, de Alice; Marcel Perez como Wolverine; Giuly Squassoni de Bela Guerreira e Bruna como Ariel Guerreira; Agata Laiza de Oliveira como Ashe; Taila Rodrigues Salimo como Coelhinha de Noxus; e Gabriele Melo como Polaris (Foto: Kalinka Bacacicci/G1)

Um evento realizado neste domingo (23), em São Carlos (SP), reuniu dezenas de cosplayers. Fãs de filmes e HQs, os jovens e adultos compareceram à quadra do Salesianos como alguns de seus personagens preferidos e contaram os atrativos desse universo.

 

Nathalia Pousa, João Fernando Carbinatto, Michele Acosta e Gabriela Moura; Gabi Sá, grávida de 5 meses, como Feiticeira Escarlate; Gabriela Grabert como Mike e Rafaela Grabert como Boo de Monstros S.A.; Ana Laura Almeida Caballero, Letícia Grandin Jorge e Gabriele Alves (Foto: Kalinka Bacacicci/G1)

Antes do Riah Comic Fest, o G1 também conversou com moradores da região que aderiram ao cosplay (veja abaixo), definido como um hobby em que o limite não está no valor da fantasia, que vai da própria roupa modificada a itens de mais de R$ 200, mas sim na imaginação.

Eles contaram que o importante é gostar do personagem escolhido e se sentir confortável com ele. Outra dica é começar aos poucos e melhorar com o tempo. “É mais legal você fazer um cosplay simples e depois ir melhorando ele. Isso dá até mais ânimo na construção”, aconselharam.

Cosplayer Renata como Shini (Foto: Acácia de Almeida/Arquivo pessoal)

Cosplayer Renata como Shini (Foto: Acácia de Almeida/Arquivo pessoal)

Diversão

Renata Rossi Morales, de 24 anos, se interessou por cosplay em 2008, quando conheceu garotas cosplayers de outros países pela internet. Na época, ela estava à procura de um hobby que aliviasse o estresse dos estudos e a iniciativa deu certo.

“Elas pareciam se divertir tanto fazendo cosplay que eu decidi tentar a atividade”, explicou. “O cosplay se provou uma excelente distração e válvula de escape para a rotina maçante”.

Para começar, escolheu representar Mikuru Asahina. “Era uma personagem tão bonitinha, agradável e com roupas tão fofas que quis fazer uma igual e me ver vestida nela”.

Renata  em seu 1º cosplay e agora (Foto: Acácia de Almeida/Arquivo pessoal)

Renata em seu 1º cosplay e agora (Foto: Acácia de Almeida/Arquivo pessoal)

Ao todo, contando um mesmo personagem com diferentes roupas, foram mais de 50 cosplays, incluindo papéis masculinos como Toga Yagari, Ciel Phantomhive e Alucard. Para ela, quanto mais exigente for o personagem, melhor.

“Os cosplays mais complexos sempre me marcam mais, pois exigem mais tempo e dedicação na produção. Quanto mais preciso me empenhar em um cosplay, mais gosto dele”.

Renata como Mikuru Asahina (Foto: Acácia de Almeida/Arquivo pessoal)

Renata como Mikuru Asahina (Foto: Acácia de Almeida/Arquivo pessoal)

Currículo com 74 personagens

Oscar Aparecido Rosa, de 37 anos, outro participante do evento, contou que sempre gostou de animes e começou a se fantasiar ainda na infância. “Eu lembro que passava Cavaleiros do Zodíaco e a gente fazia as armaduras de papelão”, afirmou.

Há oito anos, ele participa de eventos como cosplayer e contou que acumula 74 personagens e 17 troféus. O 1º papel foi como Dee Jay, do Street Fighter. Depois vieram figuras como Julius, pais de Chris Rock, Nick Fury, controlador da S.H.I.E.L.D., e Lanterna Verde. “Eu me divirto com eles no evento, o público gosta para caramba, ainda mais o Julius”, disse.

“Cosplay é fazer um personagem de que você gosta, não ser o cover dele ou o dublê dele. O importante é a diversão, quando passa disso fica chato. Se o personagem for negro e você for branco, não tem problema nenhum você fazer, ou se o personagem for gordo e você for magro”.

Ana Carolina como Sheila, de A caverna do Dragão, e Oscar Rosa como Julius (Foto: Kalinka Bacacicci/G1)

Ana Carolina como Sheila, de A caverna do Dragão, e Oscar Rosa como Julius (Foto: Kalinka Bacacicci/G1)

Autoconfiança

A cozinheira Bruna Squassoni, de 21 anos, fez seu primeiro cosplay em 2013 e diz que ser cosplayer a ajudou de diversas formas.

“Eu era muito tímida e, nos eventos, todo mundo comentava que ajudava com a autoconfiança, então eu fiz um e ajudou muito”, disse.

Bruna representa Harley Quinn (Foto: Witch Artist/Arquivo pessoal)

Bruna representa Harley Quinn (Foto: Witch Artist/Arquivo pessoal)

Ela costuma representar Harley Quinn e já recriou quatro versões diferentes. "Considero como primeira a do jogo Batman Arkham City. É minha personagem favorita, gosto da história dela e tudo que ela passa para as pessoas”.

Já a experiência mais marcante foi dar vida à versão do filme Esquadrão Suicida. “Com ela que eu comecei a me sentir à vontade, fiz amizades e consegui alguns trabalhos como cosplayer”.

Multiplicidade

A estudante Agnes Cristina Rocha Bandeira, de 19 anos, sempre gostou de cosplay e, com o tempo, também decidiu participar desse universo. Ela contou que foi atraída pela possibilidade de poder se transformar em qualquer personagem de que goste e o primeiro foi Gaige, do jogo Borderlands 2.

Cosplay da personagem Hera Venenosa (Foto: Fernando Henrique de Souza/Arquivo pessoal)

Cosplay da personagem Hera Venenosa (Foto: Fernando Henrique de Souza/Arquivo pessoal)

Para ela, o papel mais importante que já representou foi o Mulher Maravilha. “Porque é a personagem que eu mais amo do mundo dos quadrinhos, além dela ser feminista e mostrar o empoderamento da mulher”, justificou.

Imprevistos

Apesar da experiência acumulada com os eventos, eles contaram que acontecem acidentes e, às vezes, é preciso lidar com imprevistos.

“Em uma apresentação de palco, meu decote se soltou depois de um cordão de segurança arrebentar nas costas. Achei que ficaria seminua no palco e me joguei no chão sem pensar duas vezes. Saí do palco rolando de costas depois da apresentação e ainda tive a situação toda eternizada por uma gravação familiar. Olhando agora foi muito cômico, mas na hora fiquei completamente em pânico”, contou Renata.

Agnes como a personagem Misty, de Pokémon (Foto: Fernando Henrique de Souza/Arquivo pessoal)

Agnes como a personagem Misty, de Pokémon (Foto: Fernando Henrique de Souza/Arquivo pessoal)

Oscar relatou que, uma vez, viu sua fantasia de Lanterna Verde se desmontar no palco. “Acontreceu do nada. Faço com velcro, soltou e eu estava apresentando. Não pude parar para arrumar porque tinha que continuar a apresentação”.

Bruna também já teve de improvisar. “Na primeira vez que usei uma calça que eu mesma tinha costurado, ela descosturou inteira e passei boa parte do evento colando com fita”.

*Sob a supervisão de Stefhanie Piovezan, do G1 São Carlos e Araraquara.

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