Crítico em muitas regiões do Brasil, índice de perdas de água em Porto Ferreira registra melhora nos últimos anos

Estudo divulgado hoje pelo Trata Brasil mostra que país perde em média 38% da água que é captada. Em 7 anos, Porto Ferreira diminuiu em 40% o índice, uma economia de 1,7 bilhão de litros de água por ano

Publicado em 07/06/2019 06:35:06

Crítico em muitas regiões do Brasil, índice de perdas de água em Porto Ferreira registra melhora nos últimos anos

O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, divulgou hoje (5) um estudo que chama a atenção para um problema grave no Brasil: em média, 38% de toda a água captada no país se perde em vazamentos, ligações clandestinas e falhas de leitura de hidrômetro. A perda financeira é da ordem de 11 bilhões em todo o país, valor superior ao total investido anualmente em saneamento. O custo ambiental também é altíssimo. Nada menos do que 6,5 bilhões de m³ de água, o equivalente a mais de 7 mil piscinas olímpicas, são desperdiçados. Em Roraima, estado com o pior índice, a perda na distribuição chega a 75%, o que significa que, a cada 100 litros de água captada 75 litros se perdem antes de chegar às pessoas. Em seguida, estão Amazonas (69%) e Amapá (66%).

Em Porto Ferreira, a BRK Ambiental tem um trabalho estruturado voltado exclusivamente ao controle de perdas. Até 2011, quando o serviço foi concedido à empresa, o índice na cidade era de 55,6%, bem diferente dos 33,6% de 2018. Com investimentos na modernização de redes, trabalho intenso de mapeamento de áreas mais sensíveis e um corpo técnico que aplica tecnologia para identificar esses vazamentos, a concessionária conseguir reduzir o índice de perdas em 40%. Para se ter uma ideia, esse volume equivale a 1,7 bilhão de litros de água por ano o suficiente para abastecer a cidade por 3,5 meses. 

“A BRK Ambiental entende que o controle de perdas é um dos itens mais importantes de uma operação de saneamento básico. A gente investe muita tecnologia para buscar formas de identificar e corrigir vazamentos com mais agilidade, porque sabemos que isso tem um impacto ambiental muito significativo”, destaca Rogério Lima, gerente de operações da unidade.

O diretor da operação conta que o trabalho de controle de perdas em Porto Ferreira realiza ações periódicas como a busca sistemática por vazamentos não visíveis, setorização das regiões de abastecimento, instalação de válvulas reguladoras de pressão, troca de redes antigas por novas, implantação do cadastro técnico, renovação do parque de hidrômetros, substituição de ligações antigas e medição de descargas preventivas. Elas vão ocorrer durante toda a concessão, uma vez que essa é uma atividade rotineira e contínua.

Comentários

Últimas notícias

Página 1 de 158