SEM meias PALAVRAS – Corrida eleitoral começa com “criaturas” formadas no ninho tucano do eterno Dorival Braga

Todos os três candidatos a prefeito de Porto Ferreira beberam na fonte do velho Dorival; André é seu filho e Rippa e Padilha, seus aprendizes...c

Publicado em 28/09/2020 09:43:26

SEM meias PALAVRAS – Corrida eleitoral começa com “criaturas” formadas no ninho tucano do eterno Dorival Braga

Marco Rogério Duarte

 

Começou

E começou a corrida eleitoral em Porto Ferreira. No páreo, três concorrentes e uma certeza: ganhe quem ganhar o legado do ex-prefeito Dorival Braga continuará vivo. Um de seus pupilos continuará a dirigir a cidade.

Hiatos

Aliás, com alguns hiatos, como a eleição Maurício Rasi, podemos dizer que nos últimos 50 anos a política girou em torno do Dorivalismo ou Braguismo como queiram. Dorival Braga se elegeu em 1971. Em 1976 elegeu seu sucessor, Clayton Arantes.

Volta 1

Em 1982, Dorival voltou ao poder em Porto. Em 1988 elegeu seu sucessor, Valdir Bosso. Mas Bosso traiu Dorival, sob as articulações do gênio Edmir Pereira. Assim, em 1992, Carlos Teixeira foi eleito prefeito.

Volta 2

A gestão ridícula e péssima de Carlos Teixeira só fez aumentar a forma do Dorivalismo. Ainda mais porque, numa manobra inteligente, Dorival conseguiu assumir uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. De quebra, no pleito eleitoral, marcado por acusações levianas e falsas lançadas por Carlos Teixeira, Dorival elegeu seu filho, André, como vereador.

Gênio

Aliás, somente um gênio como Dorival para conseguir se eleger deputado estadual num colégio eleitoral pequeno como Porto Ferreira.

Região

É óbvio que para tanto, conseguiu quase que toda a adesão de municípios vizinhos, como Descalvado, Santa Rita do Passa Quatro (principalmente) e parte do eleitorado de Santa Cruz das Palmeiras e Pirassununga.

André

Em 1996, o Dorivalismo atinge seu auge. Dorival deputado estadual elege seu filho, André, prefeito pela primeira vez. Em 2000, André se reelege, mas é cassado em 2004 por o uso de um símbolo de campanha.

Renata

Em 2012, o Dorivalismo volta ao poder com Renata Braga, a fisioterapeuta da família. Moça séria, honesta e trabalhadora, escolheu mal sua equipe de governo e, cercada de incompetentes e traidores, não conseguiu ter o apoio da imprensa e nem da Câmara Municipal. A falta de malandragem e traquejo político a fizeram naufragar na campanha da reeleição em 2016.

Rômulo Rippa

Mas o leitor poderia falar: mas o Rômulo é político novo, de ideias novas e etc. Ledo engano, meu caro Watson!!! Rômulo Luís   Rippa é cria do Dorivalismo. Estudou na “Faculdade de Política do Senhor Dorival Braga” e era um de seus principais pupilos até, segundo comentários de bastidores, tentar trair o velho e tomar-lhe de assalto o PSDB.  Depois disso, é verdade, Rippa correu em raia própria e conseguiu vencer o pleito de 2016.

Marcelo Padilha

A grande novidade destas eleições é o engenheiro Marcelo Padilha, também conhecido como “Marcelo da Paco”. O que poderia ser uma grande novidade é uma liderança que também bebeu e muito na fonte  dos Bragas, ocupando cargo na gestão de Renata Braga.

Conclusão

Assim, meus caros, vença quem vencer, Dorival Braga estará mais vivo que nunca, seja com seu filho, André ou com seus pupilos Rômulo Rippa e Marcelo Padilha.

Bom ou medíocre  1

Em outra coluna vamos avaliar toda a gestão do prefeito Rippa, mas num breve trailer, vamos refletir: o atual governo é bom ou medíocre? Houve geração de empregos nos últimos quatro anos? A educação avançou? O atendimento de saúde melhorou?

Bom ou medíocre 2

O prefeito atual conseguiu fazer obras com o orçamento municipal de, quase R$ 200 milhões? Ou teve que recorrer a empréstimos e endividar o municipio para  realizar algumas poucas obras?

Bom ou medíocres 3

Outra coisa: estas obras realizadas BENEFICIAM A QUEM??? Ao povo trabalhador que luta para pagar seu IPTU com dificuldades? Ou para a elite da cidade, a turma do Clube de Campo e donos de chácaras de luxo???

Terceiro 

Em homenagem aos três candidatos a prefeito ofereço hoje um clássico do rock nacional dos anos 1980: "Terceiro" do impagável Ultraje a Rigor, com direito a letra e vídeo.

 

Me perdoem os leitores, mas ontem não foi possível escrever esta coluna. Bem, pessoal, por hoje é só! Voltaremos na próxima quarta-feira. Um forte abraço a todos. Se você gostou da coluna, indique aos amigos! Se não gostou, indique aos inimigos...

Terceiro


Ultraje a Rigor


Todo equipado, preparado na linha de partida
Daqui a pouco vai ser dada a saída
Todo mundo nervoso e eu não tó nem aí (O importante é competir!)

Então tá, vamo lá, nem vou me preocupar
Já tá tudo armado pra eu me conformar
Eu vou tentar só pra não falar que eu nem sou atleta

Ia ser legal chegar junto na frente
Mas iam falar que quero ser diferente
Tá bom demais, pelo menos eu não saio da reta
Por isso eu sempre sou

Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro!
Pra mim tá louco de bom!

Marcando passo vou seguindo sem ser muito ligeiro
Com cuidado pra não ser o primeiro
É bonito, eu imito mas o pódium não é pra mim (Eu não sou a fim!)

Se eu me esforço demais vou ficar cansado
Já dá pra enganar eu ficando suado
Se reclamarem eu boto a culpa no patrocinador

Não botaram fé porque não ia dar pé
Não ia dar pé porque não botaram fé
De qualquer forma eu pego um bronze porque eu gosto da cor
Por isso eu sempre sou

Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro!
Pra mim tá louco de bom!

Vídeo

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