Sargento fuzila com três tiros um soldado em festa de Policiais Militares em plena COVID-19

Crime ocorreu em festança proibida e levou à morte jovem policial de apenas 26 anos

Publicado em 26/05/2020 14:17:25

Sargento fuzila com três tiros um soldado em festa de Policiais Militares em plena COVID-19
Soldado da PM foi morto a tiros por sargento após discussão em festa, em Araras — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma festa realizada entre policiais militares em plena crise do novo coronavírus, terminou em tragédia na cidade de Araras (SP) na noite da última segunda-feira, 25 de maio. Um sargento da PM assassinou a tiros um soldado da PM a tiros. A vítima tinha peans 26 anos.  Paulo Henrique Varuzza Lais morava em Rio Claro, mas atualmente trabalhava no Batalhão de Piracicaba.

O Boletim de Ocorrência registra que os policiais participavam de uma confraternização no bairro Olivia Park, em Araras, para comemorar os 5 anos de formatura de alguns policiais. Nenhum deles estava em horário de serviço.

Em determinado momento, houve uma discussão entre alguns dos policiais.  De acordo com o B.O., o sargento da PM interveio e começou a efetuar disparos para se defender. Pelo menos, três deles, atingiram o soldado.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, foi o próprio sargento que acionou a Polícia Militar, relatando os fatos e pedindo apoio. Equipes do Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estiveram no local, mas a vítima já estava sem vida.

Foi feito exame residuográfico no corpo da vítima e também no autor dos disparos. Varuzza apresentava perfurações de arma de fogo no tórax, braço e abdômen. O sepultamento de Varuzza será hoje,m 26,  17h, no cemitério São João, em Rio Claro.

O corpo do soldado foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Limeira. Além da necropsia, também foi solicitado um exame toxicológico. Por se tratar de um crime envolvendo policiais militares, a Corregedoria da Polícia Militar será a responsável pela investigação que corre sob sigilo.

 Em nota, a PM lamentou profundamente o fato ocorrido que resultou na morte do soldado da instituição. “Os envolvidos estão sendo ouvidos. Todas as providências judiciárias militares são adotadas pelo Batalhão e seu conteúdo sigiloso, conforme previsão do Código de Processo Penal Militar”, diz o texto.

 

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