São-carlense confirma milícia pró-Bolsonaro armada em acampamento

Ex-militante do Fêmen e ex-repórter agora se envolve com grupo paramilitar na Capital da República

Publicado em 15/05/2020 16:58:53 | Por: REVISTA FORUM

São-carlense confirma milícia pró-Bolsonaro armada em acampamento
A ex-feminista Sara Winter: envolvida em nova polêmica (Reprodução/Twitter)

Marco Rogério

A revista Fórum divulgou ontem matéria onde mostra que a ex-secretária de Damares Alves no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, a são-carlense Sara "Winter" Geromini confirmou que membros do grupo paramilitar que montou o acampamento “300 de Brasília” pró-Bolsonaro na Praça dos Três Poderes estão armados. Ela diz que armas são para proteção dos membros: "Estamos preparados para dar a vida pela nação"

Os “300 de Brasília” são alvo de investigação pela Procuradoria-Geral da República. Na semana passada, deputados do PSOL pediram a abertura de um inquérito para apurar a atuação de Sara Winter em suposta “formação de milícia”.

Segundo a ex-secretária de Damares, que publica fotos com armas nas redes sociais, a ação do grupo é de “ação não violenta” e “desobediência civil”, mas que isto não tem nada a ver com armas.

“Em todos os nossos comunicados dizemos claramente utilizamos técnicas de ação não violenta e desobediência civil. O que tem a ver ação não violenta com armas? Engraçado como a alcunha de milícia paramilitar foi rapidamente nos atribuída, mas jamais passou perto dos militantes do MST, que carregam armas e facões”.

Segundo ela, a milícia é a favor de uma “intervenção popular” e alguns “intervencionistas” acampados falam em invasão do Congresso e do STF.

“(Estamos) preparados para dar a vida pela nação, e nossas armas são a fé em Deus, a esperança neste governo e os métodos de ação não violenta”.

 

EX-REPÓRTER DO PP – Sara Geromini ou Sara Winter é ex-femininista. Quando participou do Grupo Fêmen, que realizava protestos em todo o planeta com belas moças mostrando os seios, Sara afirmou que havia se prostituído na adolescência. Ela chegou a trabalhar como repórter no jornal PRIMEIRA PÁGINA.

Depois de romper com o Fêmen, deu um giro de 180 graus em suas ideias e partiu para a política de direita. Bolsonarista de carteirinha e militante anti-aborto e contra as bandeiras feministas, ela foi candidata a deputada federal pelo DEM do Rio de Janeiro em 2018 e obteve cerca de 20 mil votos.

 

 

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