BOMBA!!! EXCLUSIVO: Ex-namorado de secretário do Governo Airton Garcia acusa chefe de gabinete de aceitar “rachadinha” no atual mandato

Jornalista e professor da UNICEP de Porto Ferreira, Carlos Augusto Colussi teria feito um acordo com Inigo, para repassar R$ 1.500 mensais ao namorado de Inigo, o ferreirense Chu

Publicado em 27/05/2020 19:23:52

BOMBA!!! EXCLUSIVO: Ex-namorado de secretário do Governo Airton Garcia acusa chefe de gabinete de aceitar “rachadinha” no atual mandato
O chefe de gabinete Colussi repassava a Chu (foto à direita acima) cerca de R$ 1.500,00 a pedido de Roberto Paulo Valeriani Ignátios (foto da direita, abaixo) - FOTOS: reprodução redes sociais

Marco Rogério

O chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Planejamento e Orçamento de São Carlos, Carlos Augusto Colussi, está sendo acusado de promover “rachadinha” durante o mandato do atual prefeito, Airton Garcia (PSL). Morador de Porto Ferreira,  ele foi nomeado em janeiro de 2017 para o cargo de chefe de gabinete da Pasta de Planejamento pelo então secretário, o engenheiro civil Roberto Paulo Valeriani Ignátios, filho do ex-prefeito de Porto Ferreira, Syrio Ignátios. "Rachadinha" é o crime onde um servidor de cargo de confiança divide parte do salário para outra pessoa por acordos políticos.O acusador não revelou se o prefeito Airton Garcia tinha conhecimento do esquema.

A denúncia foi feita pelo ex-namorado de Roberto Paulo Valeriani Ignátios, o ex-candidato a vereador de Porto, Emerson Lucindo, mais conhecido como "Chu". Ele afirma que no início da gestão de Airton Garcia, seu então namorado Roberto Paulo, também conhecido como “Inigo”, teria contratado Colussi com a condição de ele, Colussi, repassar, mensalmente, R$ 1.500,00 do total do salário de R$ 7 mil para Chu. Segundo ele, Colussi cumpriu o acordo durante cerca de 14 meses e depois, por pressão de sua esposa, Rosana, teria cancelado os repasses de dinheiro..

Os pagamentos da “rachadinha” acordada era feita através de transferência bancária da contas correntes de Colussi para a conta de Chu, ambas no Bando Santander. O FALA PORTO teve acesso a oito destas transferências bancárias que estão sendo publicadas nesta matéria. Colussi também é jornalista e já foi sócio da família Bellini no tradicional JORNAL DO PORTO.

Além disso ele também atua como professor há vários anos no campus de Porto Ferreira da  UNICEP (Centro Universitário Central Paulista).  A reportagem também possui gravações telefônicas onde Chu revela o esquema da “rachadinha”.

Os namorados Chu e Roberto Paulo terminaram o relacionamento amoroso, em 2019. O romance durou cerca de 17 anos.  Chu, inclusive, move contra Roberto Paulo um processo na Justiça Cível de  Porto Ferreira um processo buscando a configuração da situação de “união estável” entre ambos, exigindo o pagamento de pensão de alimentos e outras indenizações do ex-secretário de São Carlos. Um dos autores da ação seria o advogado Vagner Escobar. Em algumas noites em Porto Ferreira, Roberto Paulo frequentava os bares de Porto Ferreira vestido de mulher. Inigo destacou-se politicamente no municipio de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, onde reside atualmente. Ele foi secretário de Planejamento daquele município por vários anos.

OUTRO LADO - A reportagem não conseguiu falar com Colussi e Inigo para comentarem o assunto. 

O QUE É RACHADINHA? 

Embora seja considerada frequente por especialistas e investigadores, a prática da chamada "rachadinha" só se tornou conhecida de muitos brasileiros neste ano, por causa da repercussão do caso Queiroz, no governo do presidente Jair Bolsonaro.

Ela consiste no repasse, por parte de um servidor público ou prestador de serviços da administração, de parte de sua remuneração a políticos e assessores.

Bolsonaro e o filho do presidente, o deputado estadual Eduardo Bolsonaro, são suspeitos de organizar um esquema de "rachadinha" no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do RJ. Segundo o site G1 e o jornal O Estado de S. Paulo, a Promotoria identificou que Queiroz recebeu R$ 2 milhões por meio de 483 depósitos de dinheiro em espécie feitos por 13 assessores ligados ao gabinete do filho do presidente da República.Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro negam todas as acusações.

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