AGÊNCIA REGULADORA NOTIFICA BRK AMBIENTAL PARA RESOLVER PROBLEMAS DE ABASTECIMENTO NO JOSÉ GOMES

A ARMPF alega que já vem alertando há 2 anos para o problema e que até agora não houve uma solução com resultado satisfatório.

Publicado em 24/07/2020 08:44:29

AGÊNCIA REGULADORA NOTIFICA BRK AMBIENTAL PARA RESOLVER PROBLEMAS DE ABASTECIMENTO NO JOSÉ GOMES

 

Recentemente, no dia 15 de julho, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de Porto Ferreira (ARMPF), por meio de seu superintendente Miguel Bragioni Lima Coelho, notificou a empresa BRK Ambiental, concessionária dos serviços de água e esgoto, para promover medidas que resolvam problemas constantes de pressão e desabastecimento de água no Parque Residencial José Gomes.

A ARMPF deu o prazo de 48 horas para normalizar o abastecimento e 30 dias para a BRK promover os serviços de investimentos para que os problemas sejam sanados, uma vez que vêm ocorrendo com frequência, conforme reclamações constantes feitas pelos consumidores à Agência.

A BRK Ambiental, em notas, alegou que os problemas se deram por quedas de energia elétrica. Porém, a ARMPF alega que já vem alertando há 2 anos para o problema e que até agora não houve uma solução com resultado satisfatório.

“Os investimentos que deveriam ser realizados pela concessionária, previstos no PMAE e no 3º Termo Aditivo, permitiriam a reservação de água no reservatório R14, Jardim Independência, que conforme fiscalizações em 2017 já estava inativo. A concessionária se manteve inerte para com o serviço e aliado ao fato não fez os investimentos de adução, que contribuiriam para o abastecimento do mencionado reservatório bem como para o Reservatório Joaquim Rodrigues Ribaldo, R16, do bairro José Gomes. Assim, resta claro que a ausência de reservação contribui para o imediato desabastecimento do bairro, motivada pela queda de energia, por mais insignificante que seja, e, consequentemente age em desfavor da pressurização das redes bem como retarda o retorno do abastecimento”, diz a ARMPF na notificação.

E prossegue: “Os problemas concernentes à falta de energia, sendo recorrentes de acordo com o verificado, neste caso, não podem impedir a prestação do serviço de água aos usuários. Para tanto, a concessionária, que não possui um painel informativo o qual acusa a interrupção da energia elétrica – se o tivesse, haveria ciência imediata e não dependeria das reclamações dos usuários para promover informe institucional – (novo descumprimento de meta contratual, item 19 do Anexo V – Plano de Metas e Indicadores – do contrato de concessão), e pouco se mobilizou ao longo do tempo para adquirir um gerador de energia ou empregar outra solução viável, não pode se isentar da responsabilidade de garantir a sua atividade fim, prejudicando frequentemente os usuários”.

Comentários

Últimas notícias

Página 1 de 182