Após 22 anos do crime, médica é presa por participação na morte do marido em Porto Ferreira

O marido, que também era médico, foi morto a tiros por um homem que, segundo a Polícia Civil, seria o amante da mulher. Antes de morrer, ainda conforme a polícia, a vítima conseguiu escrever um bilhete indicando o assassino.

Publicado em 08/05/2019 19:23:55

Após 22 anos do crime, médica é presa por participação na morte do marido em Porto Ferreira
A médica e o marido, que foi assassinado em 1996 - ARQUIVO

 

Na última segunda-feira, 06, uma médica pediatra foi presa em Boa Esperança pelo assassinato do próprio marido. O crime aconteceu há 22 anos, em Porto Ferreira, no interior de São Paulo, mas um mandado de prisão só foi expedido em 2014.

A Polícia Civil de Boa Esperança cumpriu mandado de prisão em desfavor de Maria de Lourdes Peloso Pereira, acusada de participar do assassinato do marido Marcelo.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher é acusada de ter encomendado o crime ao amante dela na época, em setembro de 1996.

O marido, que também era médico, foi morto a tiros por um homem que, segundo a Polícia Civil, seria o amante da mulher. Antes de morrer, ainda conforme a polícia, a vítima conseguiu escrever um bilhete indicando o assassino.

A médica foi julgada em segunda instância e condenada pelo homicídio. Ela recebeu pena de 16 anos e 4 meses em regime inicial fechado, entretanto, estava foragida. O homem apontado como amante foi preso 9 anos depois da morte e ficou por 2 anos na prisão.

Agora, após o cumprimento do mandado, a médica foi levada para o presídio de Varginha, mas deve ser encaminhada para a penitenciária de São Carlos, onde cumprirá a pena.

O Crime

Porto Ferreira, dia 05 de setembro de 1996, o médico Marcelo encerrou o plantão no hospital à meia noite. A esposa Maria de Lourdes pediu para que ele fosse para casa, sendo que ela também estava de plantão médico no pronto socorro e ficaria até na manhã seguinte.

No caminho para casa, Marcelo passou em uma estrada de terra onde caiu em uma emboscada. Ele encontrou Celso, que ele já conhecia, o porta malas estava aberto e Marcelo parou para ajudá-lo. Antes de descer Celso chegou perto do veículo e fez um disparo de arma de fogo contra o Marcelo ainda com o vidro fechado. Logo após, Celso abriu a porta e efetuou mais três disparos. Além disso, ferido Marcelo ainda conseguiu escrever em um papel “me matou Celso”.

Marcelo foi levado ainda com vida para o hospital e no caminho informou aos policiais o envolvimento de Celso, que era chefe do Pronto Socorro. Marcelo ficou internado na UTI, passou por cirurgia. A esposa acompanhou o tratamento nos primeiros dias, mas abandonou o marido para conseguir fugir.

A condenação de Celso

A condenação de Celso só saiu 9 anos depois da morte de Marcelo após o crime. Mas ele acabou ficando detido por apenas 2 anos, depois foi solto.

Já a esposa, que era amante de Celso, só foi condenada e em 2014, a 16 anos e 4 meses em regime inicial fechado. Porém, desde então ela era procurada da justiça.

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