São Carlos já contabiliza 453 casos de dengue e 2 casos de sarampo

Em 2019 tivemos um total de 30 casos de sarampo, com 121 notificiaçoes e 91 casos descartados

Publicado em 15/05/2020 15:57:46

São Carlos já contabiliza 453 casos de dengue e 2 casos de sarampo
A médica infectologista Ana Lúcia Bernardo Soares ressalta que o sarampo foi uma moléstia que voltou a assombrar o Brasil - divulgação

Marco Rogério

Dados da Vigilância Sanitária Municipal (VISAM), órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde,  revelam que de janeiro até a última segunda-feira, 11 de maio, já foram registradas 1.097 notificações, com 453 casos positivos de Dengue, sendo 401 autóctones e 52 importados. Outros 434 resultados foram negativos para a doença e 210 ainda aguardam resultado. Uma morte já foi confirmada esse ano por Dengue.

Para Chikungunya foram registradas até o momento 11 notificações, com 9 casos negativos, 1 caso autóctone foi comprovado positivo e 1 ainda aguarda resultado de exame. Para Febre Amarela até o momento foram registradas 2 notificações, com 1 resultado negativo e 1 ainda em investigação pelo Instituto Adolfo Lutz. Para Zika até o momento não foi registrada nenhuma notificação.

Outra doença que voltou com força em São Carlos foi o sarampo, patologia que havia sido erradicada no Brasil, de acordo com a VISAM, em 2019 foram registradas 121 notificações da doença com 30 casos confirmados e 91 descartados. Já neste ano houve 13 notificações da doença, sendo 2 casos confirmados, 9 descartados e 2 aguardando resultado exame.

A médica infectologista Ana Lúcia Bernardo Soares ressalta que o sarampo foi uma moléstia que voltou a assombrar o Brasil e mais particularmente o Estado de São Paulo a partir de 2008. “Infelizmente o número de casos de sarampo foi aumentando. Em 2019 chegamos a ter 15 mil casos em todo o Brasil , com 14 óbitos  no Estado de São Paulo e 15 óbitos no Brasil todo”, lamenta ela.

Ana Lúcia afirma que um dado a surpreendeu. A patologia respiratória, além de acometer ciranças de seis meses a um ano de idade também contaminou pessoas na faixa etária de 15 a 30 e poucos anos. “Isso revela que além de crianças, a doença também acomete adolescentes e adultos jovens”, comenta. Ela afirma que no caso do sarampo é preciso que todos atentem para a necessidade da vacinação. Em função do contágio de novas faixas etárias, ela revela que o Ministério da Saúde e também a Secretaria Estadual da Saúde adotaram novas estratégias para vacinar estas pessoas.

No caso do sarampo, a médica infectologista acredita que este período de isolamento social pode provocar uma redução dos casos. “Como é uma doença respiratória, o vírus está circulando. Com as pessoas dentro de sua casa esta contaminação é reduzida também”;

 

DENGUE – Ana Lúcia afirma que o Brasil tem toda as condições propícias para a proliferação do mosquito Aedes Aegypt. “Infelizmente, como país tropical enfrentamos esta realidade. No Brasil esperava-se um volume muito grande de casos de dengue. Em São Carlos tivemos 453 casos com um óbito confirmado. Talvez não tenhamos tido um caso maior por falta de carlos após um período grande de chuvas, como ocorreu este ano.”

Segundo a médica, mesmo num momento em que a preocupação com o novo coronavírus chama muito a atenção, não é possível descuidarmos com a dengue. “Não podemos de jeito nenhum deixar água parada ou empoçada para ser criar criadouro. O Ministério da Saúde faz seu papel, mas precisamos da conscientização de todos para combatermos mais este mal”, alerta ela.

 

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Fotos: divulgação

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