Porto Ferreira, Descalvado e Santa Rita têm risco de surto de dengue, diz Ministério da Saúde

As três cidades tiveram índice intermediários de larvas do mosquito Aedes aegypti nas casas em levantamento realizado em outubro e novembro.

Publicado em 29/11/2017 19:07:34 | Por: G1 São Carlos e Araraquara

Porto Ferreira, Descalvado e Santa Rita têm risco de surto de dengue, diz Ministério da Saúde
Entre os três municípios da região que estão na lista de alerta, Porto Ferreira foi o que apresentou o mais alto percentual de casas com larvas: 2,7% DIVULGAÇÃO
 
 
Três cidades da região estão em alerta pelo risco de dengue, zika e chikungunya

Três cidades da região estão em alerta pelo risco de dengue, zika e chikungunya

Porto Ferreira, Descalvado e Santa Rita do Passa Quatro estão entre as cidades em alerta para risco de surto de dengue, zika e chikungunya, de acordo com o novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde, divulgado na terça-feira (28).

Segundo o Ministério da Saúde, o alerta de risco é um estágio intermediário, com índice de infestação de mosquitos nos imóveis entre 1% a 3,9%. O índice mais alto é o estado de risco, que significa que mais de 9% das casas visitadas nestas cidades continham larvas do mosquito.

Até 11 de novembro, foram notificados 239.076 casos prováveis de dengue em todo o país com 122 mortes. Os casos de chikungunya chegaram a 184.458, e os de zika a 16.870.

Porto Ferreira

Entre os três municípios da região que estão na lista de alerta, Porto Ferreira foi o que apresentou o mais alto percentual de casas com larvas: 2,7%.

Segundo a secretária municipal de Saúde de Porto Ferreira, Vera Lucia Visolli a situação é preocupante porque reflete os diagnósticos de dengue da cidade.

De janeiro ao meio de outubro, Porto Ferreira tinha registrado sete casos de dengue, mas na última semana de outubro foram diagnosticados cinco novos casos e, em novembro, ocorreu um caso de chikungunya.

“Isso nos preocupa porque não é época para ter dengue”, afirmou a secretária.

Uma das ações tomadas pela prefeitura é o bloqueio de 25 quarteirões na região do caso de dengue e a visita de casa em casa para verificar possíveis criadouros do mosquito.

 
O mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya.  (Foto: iStock/FarmaConde)

O mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. (Foto: iStock/FarmaConde)

Descalvado

Em Descalvado, o índice do LIRAa foi de 1,7%. Neste ano, o município teve confirmados 22 casos de dengue este ano, sendo que 20 só no mês passado. Apesar disso, a Vigilância Epidemiológica municipal diz que a cidade está em um ano "super tranquilo", e até o momento, não corre nenhum risco de surto.

A vigilância informou ainda que os agentes continuam o serviço de eliminar criadouros do mosquito de casa em casa, principalmente nos bairros que tiveram altos índices de dengue em outros anos.

Santa Rita do Passa Quatro

Em Santa Rita do Passa Quatro, a vigilância também afirma que está em um ano tranquilo em relação aos anos passados. A cidade registrou oito casos de dengue e seis de chikungunya. O LIRAa do município apontou que a cada 100 casas, 1,5 tinham larvas de Aedes aegypti.

A preocupação, segundo a vigilância, fica mais por conta dos casos importados, vindos de outras cidades e regiões.

LIRAa

O LIRAa indicou que 357 municípios brasileiros estão em situação de risco de surto de dengue, zika e chikungunya. Isso significa que mais de 9% das casas visitadas nestas cidades continham larvas do mosquito. No total, 3.946 cidades de todo o país fizeram o levantamento.

Além das cidades em situação de risco, o LIRAa identificou 1.139 municípios em alerta, com índice de infestação de mosquitos nos imóveis entre 1% a 3,9% e 2.450 municípios com índices satisfatórios, com menos de 1% das residências com larvas do mosquito em recipientes com água parada.

O armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril e tina, foi o principal tipo de criadouro nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Nas regiões Norte e Sul o maior número de depósitos encontrados foi em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Na região Sudeste predominou os depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água e pratos.

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