Rise of the Tomp Raider um dos games mais aguardados do ano já está disponível.

Fãs da franquia Tomb Raider definitivamente precisam jogar Rise of the Tomb Raider

Publicado em 18/11/2015 11:37:48 | Por: http://br.ign.com/rise-of-the-tomb-raider/11244/review/review-rise-of-the-tomb-raider

Rise of the Tomp Raider um dos games mais aguardados do ano já está disponível.
Rise of the Tomb Raider

Lara Croft passou por poucas e boas durante o reboot da franquia, lançado em 2013. Sozinha em uma ilha, a jovem e inexperiente arqueóloga foi forçada a se tornar uma aventureira em busca pela sobrevivência. Já em Rise of the Tomb Raider, disponível a partir de 10 de novembro apenas para Xbox One e Xbox 360, Lara possui mais experiência e sua jornada tem como objetivo adquirir um artefato valioso -- a fonte da vida eterna.

Rise of the Tomb Raider pega todas as coisas que o primeiro game tinha de bom e as torna ainda melhores, além de trazer novas nuances a um mundo semi-aberto recheado de segredos, relíquias, ação e paisagens belíssimas. Ao mesmo tempo, a narrativa nos revela uma Lara Croft que demonstra suas motivações mais profundas, determinada a honrar o legado de seu pai, também arqueólogo.

Na trama, Lara se vê obcecada com a Fonte Divina, relíquia que supostamente traz a imortalidade e era investigada por seu pai, Richard Croft. O problema é que ela não está sozinha nessa empreitada -- a organização Trindade, que age como antagonista, rastreia os seus passos e quer fazer de tudo para obter o artefato antes da aventureira. Para não entrar na zona dos spoilers, direi apenas que a dupla de vilões que comanda a Trindade não vê limites entre o que é certo e errado e demonstra o quão extrema a expressão "custe o que custar" pode significar.

O roteiro é bem escrito, apresenta reviravoltas e faz um bom trabalho em colocar Lara sob os holofotes, colocando em evidência a evolução dela desde sua primeira aventura até o ponto em que ela se encontra agora, uma exploradora experiente com novas ambições e habilidades. A dublagem em português brasileiro demora um pouco a agradar aos ouvidos, mas foi bem executada na medida em que as emoções vividas pela protagonista são bem transmitidas pela voz. Ou seja, não é algo difícil criar empatia pela Lara Croft brasileira.

Em uma longa jornada que passa pela Síria e vai até as montanhas gélidas da Sibéria, a protagonista possui mais mobilidade do que nunca, munida de novas ferramentas e utensílios -- utilizando uma corda em junção com seu machado-picareta, ela consegue realizar saltos improváveis. Com o arco, consegue fixar cordas de um determinado ponto a outro para criar uma tirolesa. Com as flechas, consegue criar "plataformas" para escalar uma parede. Opções não faltam para o jogador, que deve desenvolver o seu senso de espaço e percepção para identificar a melhor maneira de progredir e resolver os quebra-cabeças das tumbas e cavernas.

A exploração do mundo de Tomb Raider se dá de maneira quase totalmente livre, pois algumas seções são desbloqueadas com o avanço da história principal. Ao chegar em uma nova área, o jogador pode tomar o seu tempo investigando cada canto do cenário e progredir com a campanha no momento em que quiser. São nessas situações que uma das melhores sensações de Rise of the Tomb Raider floresce -- o descobrimento de tumbas, ruínas e criptas. As "tumbas de desafio", como são chamadas no game, são o verdadeiro trunfo do título, oferecendo quebra-cabeças complexos e recompensas que desbloqueiam habilidades anciãs para Lara Croft, resgatando a essência e solidificando novamente a fórmula Tomb Raider.

Em confronto com as forças da Trindade, Lara está longe de ser uma mulher indefesa. Munida não só com o arco e flecha, mas também com pistolas, escopetas e metralhadoras, ela pode criar munição e explosivos a qualquer momento. Isto faz com que os confrontos sejam letais e rápidos para ambos os lados. Jogando na dificuldade "Desbravadora Veterana", que seria algo equivalente ao "Difícil", bastam poucos disparos para a protagonista ficar em perigo de morte -- e olha que os inimigos são bons de mira. Quer dizer, nada da falta de precisão de stormtroopers em Rise of the Tomb Raider.

Apesar disso, o combate não é muito envolvente, na medida em que não há inimigos notáveis que requerem uma estratégia diferente, o que torna as mecânicas semelhantes as de qualquer outro shooter em terceira pessoa. A possibilidade de eliminações furtivas é um tanto atrativa, mas, no fim das contas, não há uma grande recompensa em abater silenciosamente todo um campo de inimigos, a não ser a satisfação pessoal. O jogador até ganha alguns pontos extras de experiência, mas não é nada significativo. Em certas áreas, é praticamente impossível passar despercebido porque os inimigos estão muito próximos, o que impossibilita um abate sem ser eventualmente detectado.

Outro ponto em relação ao sistema de combate é a necessidade de se apertar um botão para coletar os espólios dos inimigos mortos. Em um campo de batalha em que você acaba com mais de dez soldados, passar individualmente em cada um deles apertando o botão X se torna algo tedioso. Há até habilidades desbloqueadas que aumentam a chance de se coletar itens automaticamente no abate (não é nem uma garantia), mas a pergunta que surge é: por que não simplesmente passar por cima para pegar os itens e, de repente, incluir habilidades mais interessantes para se adquirir?

O fato de o combate ser, na maioria das vezes, genérico, não seria um problema se não houvesse tantos. A campanha leva Lara Croft a lugares fantásticos e belos, mas a relação entre confrontos e exploração de tumbas pesa muito mais em favor dos tiroteios. Talvez algumas "tumbas de desafio" poderiam estar inclusas durante a campanha, ou ao menos com quebra-cabeças de complexidade equivalente.

Falando em paisagens deslumbrantes, os gráficos do game são excelentes, salvo alguns problemas de sobreposição (o famoso clipping) e a queda da taxa de frames em determinadas cutscenes. Aliás, Rise of the Tomb Raider se beneficiaria muito de um "modo foto", para facilitar a captura de seus cenários estonteantes.

Vale ressaltar a atenção aos detalhes em todos os ambientes -- seja em florestas, cavernas, montanhas ou vales, cada canto possui algum objeto, esqueletos, relíquias, jóias, murais, desenhos nas paredes etc. Jogadores observadores vão ter colírio para os olhos por toda parte. Por fim, vale destaque para a transição entre cutscenes e gameplay, que é feita de maneira suave e torna a experiência mais fluida e cinematográfica.

 

Quem deve jogar este game?

Fãs da franquia Tomb Raider definitivamente precisam jogar Rise of the Tomb Raider. É uma experiência indispensável que oferece uma narrativa cheia de aventura, ação e reviravoltas. Aqueles que sentem prazer na descoberta do desconhecido também se sentirão em casa na hora de desviar-se da campanha e explorar cantos jamais antes visitados. É um bom game também para os jogadores de espírito colecionador, já que há muitos documentos e relíquias a serem coletados cuja função é dar mais background à história.

 

O VEREDICTO

A produção da Crystal Dynamics exclusiva para os consoles da Microsoft pega o que já havia feito de bom no reboot da franquia, torna tudo ainda melhor e adiciona novidades que solidificam o retorno da clássica fórmula Tomb Raider. O game tem como ponto forte o mundo semi-aberto em que o jogador tem controle sobre seu tempo e pode explorar à vontade, encontrando tumbas escondidas e desvendando segredos milenares. É a chance de vermos uma Lara Croft ainda jovem, mas determinada como nunca, ao mesmo tempo em que precisa tomar decisões difíceis e tem seu lado mais emocional totalmente exposto.

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