Netflix estreia globalmente sua segunda série original brasileira, "O Mecanismo", no próximo dia 23 de março; CONFIRA O TRAILLER

Inspirada livremente na Operação Lava-Jato e nas investigações de corrupção em empresas de petróleo e construção no Brasil, a história tem como protagonista Selton Mello.

Publicado em 20/03/2018 14:30:42 | Por: PORTAL TELAVIVA

 Netflix estreia globalmente sua segunda série original brasileira,
Selton Melo é o protagonista da nova série da Netflix - DIVULGAÇÃO

No próximo dia 23 de março, a Netflix lança globalmente sua segunda série original brasileira: "O Mecanismo". A criação de José Padilha e Elena Soares chega simultaneamente aos 190 países nos quais a plataforma está presente, com todos os episódios da temporada liberados de uma vez.

Inspirada em acontecimentos reais do Brasil que impulsionaram o maior escândalo de corrupção de todos os tempos – a Operação "Lava-Jato" – a série retrata a história de um pequeno grupo de obstinados investigadores que desvendam esse esquema ilícito no país e, a partir daí, lidam com os impactos dessa descoberta na vida de todos os envolvidos e, claro, no futuro deles mesmos.

Em "O Mecanismo", Selton Mello é Marco Ruffo, delegado aposentado da Polícia Federal obcecado pelo caso que está investigando; Carol Abras é Verena Cardoni, aprendiz de Ruffo; e Enrique Diaz é Roberto Ibrahim, criminoso que é objeto da obsessão de Ruffo. O elenco conta ainda com Lee Taylor, Antonio Saboia, Jonathan Haagensen, Alessandra Colasanti, Leonardo Medeiros, Otto Jr., Susana Ribeiro e Osvaldo Mil.

José Padilha, criador e diretor de produções brasileiras renomadas como "Tropa de Elite" 1 e 2, falou em coletiva de imprensa realizada no Rio de Janeiro na última semana sobre o tal "mecanismo": "Ele não tem ideologia ou partido político. A "Lava-Jato" conseguiu punir pelo menos uma perna desse mecanismo – as empresas – e acredito que a um curto prazo já saberemos o que acontecerá com esse mecanismo daqui pra frente. Na minha opinião, uma desestruturação dos partidos seria benéfica para desmontá-lo. O importante é destruir a lógica do mecanismo, e não punir um ou outro.", declarou.

Sobre a criação da série, Padilha afirmou que é fácil explicar uma história policial simples, onde há bandidos e mocinhos, mas fazer uma produção que trate de temas mais complexos, como lavagem de dinheiro, é muito mais complicado. De acordo com o diretor, "É um trabalho que demanda explicação. Por isso a série começa mais lenta e didática e, aos poucos, vai acelerando.".

Ao ser questionado se existe um interesse fora do Brasil por assistir a uma série que fale sobre um esquema de corrupção nacional, o diretor opinou pelo sim, especialmente na América Latina: "Eles entendem o cenário em que vivemos pois a lógica da nossa política é mais ou menos parecida. Acredito que um bom roteiro e um bom elenco já sejam suficientes para despertar esse apetite.". Já dentro do Brasil, algo que deve atrair a atenção do público é o viés mais íntimo que a série dá aos personagens. "O diferencial da série é que ela apresenta a vida pessoal dessas figuras, a intimidade de cada um. É interessante observar a história o âmbito geral por diferentes pontos de vista.", avalia Marcos Prado, um dos diretores.

Elena Soares, criadora, reconhece a responsabilidade de contar uma história que ainda está em curso: "É louco pensar que a primeira temporada da série acaba depois dos acontecimentos da 7ª fase da Operação 'Lava-Jato'. Hoje em dia, já estamos na 49ª.". Por isso, Elena não se preocupou em "colar" da realidade. "Tive a constante preocupação de não ter um personagem bom ou ruim. Colar da realidade é ficar engessado. Hoje em dia, os heróis das séries são reais – ambíguos, imperfeitos e contemporâneos.", afirmou.

Para ela, o grande desafio de produzir uma série original brasileira para competir no mercado global, onde a concorrência é enorme e os produtos são de altíssima qualidade, é apresentar um conteúdo fresco. Segundo a criadora de "O Mecanismo", "É necessário que quem produz tenha um interesse genuíno pela história que está contando, senão você cai na armadilha de gênero, isto é, fica preso aos padrões de séries médicas, jurídicas ou adolescentes, por exemplo.". Elena afirmou ainda que, durante o processo, a maior dificuldade foi justamente achar esse equilíbrio entre ficção e realidade, política e entretenimento. "Além disso, é difícil estruturar uma narrativa coesa diante de uma história que tem tantos desdobramentos.", completou.

Erick Barmack, VP de Conteúdo Original Internacional da Netflix, também esteve presente no lançamento da série no Rio de Janeiro e declarou: "Na Netflix, procuramos por séries com as melhores equipes – atores, diretores e roteiristas. Queremos conteúdo novo e fresco. Esse é o caso de '3%', nossa primeira produção brasileira que terá uma segunda temporada, e agora de 'O Mecanismo'." Para Barmack, a principal missão da plataforma é levar cultura e entretenimento para todos os países nos quais ela está presente: "Como uma empresa global, procuramos temas que sejam de interesse amplo. Essa série está no topo do que desejamos apresentar e as pessoas que fazem parte dela, como o Selton e a Carol (Abras), são extremamente talentosas.".

Além do elenco de "O Mecanismo", o lançamento da série reuniu ainda atores e produtores de outras séries nacionais da plataforma, como Emanuelle Araújo e Douglas Silva, de "Samantha!", e Bianca Comparato, Vaneza Oliveira, Rodolfo Valente, Bruno Fagundes e Maria Flor, da segunda temporada de "3%", que teve sua estreia confirmada nesta segunda-feira, 19, para o mês de abril. O lançamento de "O Mecanismo" trouxe ainda para o Brasil o CEO da Netflix, Reed Hastings, e o Diretor Executivo de Conteúdo da Netflix, Ted Sarandos.

"O Mecanismo" estará disponível globalmente na Netflix a partir dessa sexta-feira, 23 de março.

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